Virgílio e seu amigo imaginário

detalhe da obra de Tunga

Coleção BGA
http://virgilioeseuamigoimaginario.tumblr.com/

detalhe da obra de Tunga

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Geral da Sala de exposições do MuBE SP
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Geral da Sala de exposições do MuBE SP

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Detalhe de uma das tapeçarias de Jean Gillon na intimista e muito boa exposição “Artistas da Tapeçaria Moderna” que reúne em SP grandes artistas “tapeceiros” como Genaro de Carvalho, Jacques Douchez e Jean Gillon. De um suporte tão antiquado, surge uma bela surpresa! Virgílio
photo by VIrgílio
http://virgilioeseuamigoimaginario.tumblr.com/

Detalhe de uma das tapeçarias de Jean Gillon na intimista e muito boa exposição “Artistas da Tapeçaria Moderna” que reúne em SP grandes artistas “tapeceiros” como Genaro de Carvalho, Jacques Douchez e Jean Gillon. De um suporte tão antiquado, surge uma bela surpresa! Virgílio

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Lygia Clark, Caixa Trepante, 1965
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Lygia Clark, Caixa Trepante, 1965

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Beatriz Milhazes no Centro Cultural da Caixa RJ

set 2012 - Sempre um luxo ver as exposições de Beatriz Milhazes. Essa no Rio de Janeiro reúne algumas de suas gravuras. 

A força da obra é tamanha que até melhora o péssimo e horroroso espaço expositivo do Centro Cultural da Caixa. As gravuras são parte importante no trabalho da artista e junto com as colagens, me agradam até mais que as pinturas.

Esses trabalhos, tem uma uniformidade de cor e luz que as pinturas não tem. Ganham potência dramática com rosas, vermelhos e amarelões que arrebatam o observador. Outro detalhe interessante dessa mostra é ver, lado a lado gravuras feitas com as mesmas formas base mas agrupadas e coloridas de formas diferentes. Virgílio

Foto da Exposição de Rodrigo Andrade e Riachinho
Foto: Denise Andrade

Foto da Exposição de Rodrigo Andrade e Riachinho

Foto: Denise Andrade

Um pouco mais da obra de Adriana Varejão. Aqui, A extirpação do Mal 
Leia na sequencia, comentário sobre a exposiçao no MAM SP
Foto by Virgílio
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Um pouco mais da obra de Adriana Varejão. Aqui, A extirpação do Mal 

Leia na sequencia, comentário sobre a exposiçao no MAM SP

Foto by Virgílio

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Adriana Varejão

set 2012 - Depois de falar da Bienal de SP, começo a comentar as exposições paralelas. A primeira digna de louvor é a panoramica de Adriana Varejão no MAM SP com curadoria de Adriano Pedrosa.

A mostra é exemplar. Nâo tanto pela mão do curador, mas pela qualidade das obras. Adriana é uma artista única na cena contemporanêa brasilera. Suas pinturas falam de história, colonização, canibalismo, religião mas sobretudo de morte/vida, mal/bem, alucinação/fantasia.

As obras de Adriana trazem a tona todos os sentidos dos visitantes. Atiçam áreas sensitivas adormecidas, mexem com os nervos e o estômago do espectador e transmitem realismo e uma carnalidade - literalmente - pungentes. Impossível permanecer indiferente diante de uma de suas obras.

Adriana é uma das mais importantes artistas brasileiras da atualidade e essa exposição um marco e um orgulho para nós.  

Close-up da carnalidade da pintura de Adriana Varejão 
By Virgíiio
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Close-up da carnalidade da pintura de Adriana Varejão 

By Virgíiio

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Detalhe de uma das paredes da exposição de Judith Lauand, SP
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Detalhe de uma das paredes da exposição de Judith Lauand, SP

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A Moda no Brasil

agosto 2012 - A exposição A Moda no Brasil na FAAP é como uma caminhada na Oscar Freire. Superficial e banal. A cenografia é interessante, com pequenos nichos “históricos”, mas tudo bem levinho….Os vestidos, - apenas um de cada estilista e quase todos dos últimos 2 anos - ficam em ilhas no meio da sala expositiva e poucos alí, representam a estética e o estilo de cada “costureiro”. 

Uma curiosidade é ver de perto o vestido de papel - esse sim icônico - de Jun Nakao. Virgílio

Willys de Castro

Agosto 2012 - Cada vez mais admiro quem consegue ser conciso e profundo. A recém aberta exposição de Willys de Castro na Pinacoteca, com curadoria de Stella Teixeira de Barros, é um belíssimo exemplo. 

A mostra é diminuta, porém intensa. Sem fru-fru, tudo correto e em equilíbrio. Três salas, obras importantes da trajetória, mescladas com outras poucas vezes vista, desenhos e estudos. Tudo exposto de forma elegante e inteligente, sem excesso e no ponto para se admirar ainda mais a produção desse grande mestre da arte brasileira. Virgílio.

Caravaggio no MASP

agosto 2012 - A mostra de Caravaggio no MASP traz 7 de suas obras para São Paulo. Um feito e tanto que não precisava ter outras 14 para encherem lingüiça na sala de exposição. Os Museus brasileiros precisam perder o medo de achar que fazer exposição com uma só obra prima já vale e não precisa ficar entuchando seguidores, alunos, obras atribuídas, releituras e etc, por melhor que elas sejam.

Desabafo feito, vamos a estrela da mostra. A Medusa Murtola. Pintada em um escudo e não numa tela, a pedido da família Médice, a obra faz referência direta à mitologia. Perseu usou um escudo recoberto de espelho para enfrentar a górgona que ao se ver refletida, petrificou e foi decapitada. Assim, o observador assume o lugar da Medusa no exato momento em que sua expressão de espanto e horror da morte é congelada parar sempre. 

Outras duas obras primas da mostra é o São Jeronimo e duas versões para um São Francisco penitente, muito bonitas. Já o retrato do Cardeal Del Monte não impacta tanto. Correta expografia, tirando o nicho da Medusa, que com luz “neón” envolta, lembra teto de motel. Cafona, cafona. Virgílio.  

Medusa Murtola, Caravaggio
foto: carandaieaqui.blogspot.com.br

Medusa Murtola, Caravaggio

foto: carandaieaqui.blogspot.com.br

Cruz-Diez

julho 2012 - A mega exposição de Cruz-Diez na Pinacoteca do Estado saiu-se bem melhor que a versão apresentada no Malba, em Buenos Aires. Lá, achei a mostra cansativa e repetitiva demais. Não que a versão paulista também não seja, mas me pareceu mais acertada.

A obra do venezuelano Cruz-Diez é a mesma por mais de 40 anos. Tudo bem, variações de cor aqui ou ali, texturas diferentes acolá e formatos, ora maiores ora menores, dão um pouco de dinamismo ao conjunto, mas no geral é uma trajetória artistica muito retilínea. Ao ponto de toda a exposição (e por conseguinte, a sua produção) se bastassem em 5 trabalhos. Visto isto, todo o vocabulário cinético, a sensação de vertigem, a matemática da ilusão do movimento estão plenamente compreendidos pelo observador. Engraçado, um artista cuja obra funciona mais individualmente que no conjunto. Virgílio.